Saberes Manuais no Salão Inspira Mais

No conceito cotidiano, apontado pelo Fórum de Tendências da Assintecal, a inspiração das tecituras para o desenvolvimento de emaranhados e tramas inusitadas, para o trabalho primoroso da Selo de Controle









"Nessa produção trabalhamos em parceria desenvolvendo materiais com laminados sintéticos reaproveitados de pólo calçadistas, ecomatéria realizada em parceria com a Associação Jaraguaense de Recicladores, provenientes de resíduos sólidos urbanos, reaproveitamento de fita VHS, entre outros".

Ao lado da Selo de Controle e RatoRói desenvolvimento de calçados e bolsas, que estão sendo apresentados no Salão de Design InspiraMais, Inverno 2017, nos dias 27 e 28 de junho em São Paulo.
Mais: http://www.inspiramais.com.br/


+ trabalho Alexandre Heberte https://vimeo.com/126459029 ; http://alexandreheberte.blogspot.com.br/
 

Tecendo Circuitos no #macusp


Tecendo Circuitos

Alexandre Heberte (Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil) e Denise Alves-Rodrigues (Itaporã, MS, Brasil)

# macusp 14/01/2016, 14h00 ~18h00 – entrada franca

A proposta Tecer Circuitos é uma parceria entre os artistas Heberte (#‎labRes2014) e Alves-Rodrigues (#‎labRes2015), que propõe explorar os diversos usos e sentidos do fio, como versátil condutor da história, de eletricidade e invenção mediante seus entrelaçamentos. Através da livre troca entre os participantes, serão apresentados materiais e recursos que unem os interesses dos mediadores em sua produção artística, assim como a proposta o intercâmbio coletivo de imaginários durante a construção de uma peça têxtil.

Atividades
Materiais: algodão, papelão e componentes eletrônicos

Tecer Circuitos: inicia-se com o encontro dos artistas para uma visita à exposição e apresentação de seus trabalhos expostos (40minutos)
Entrelaçamento de imaginários: através de uma dinâmica coletiva, os participantes serão estimulados a refletir e flexionar conceitos como: Rede, Conexão, Malha, Circuito, Tecnologia e Labor. Enquanto cada um elabora o conceito, passa um rolo de fio de algodão ou metálico pela trama. Ao finalizar o conceito, o rolo de fio é lançado para outro participante e sua ponta permanece nas mãos do emissor. Ao final, teremos uma trama que será usada ao final pelos participantes em micro sintetizadores eletrônicos (70 minutos).
Sonar: serão apresentados micro sintetizadores analógicos, produzidos pelos mediadores, que, conectados à trama composta pelos participantes, criam uma trilha improvisada (70minutos).


Objetos texteis no MAC USP





Exposição Campos Alterado

Cubo branco -< cubo verde

Museu de Arte Contemporânea - MACusp

até 22 de fevereiro 2106



#ruralscapes

#labRes2015 #labRes2014

Textite art

Tapeçarias e tecidos artisticos para alfaiataria, produzidos em teares de pente liço e quatro quadros.

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Agende uma visita ao ateliê do artista

peixesempeixes@gmail.com

www.facebook.com/arteetecelagem

@alexandreheberte

(11) 98780.6173 (São Paulo, SP – Brasil)

Texto Diego Linard para exposição Ô de casa

tecelagem artistica, a arte da tecelagem
Ph Verônica Leite


Ô de casa!
Entre ressignificações, desterritorializações e inovações múltiplas existem as mãos que constroem para os olhos que percebem pelo pensamento que os (re)(des)codifica. Esses acenos-objetos arrebatadores de desejos e afetos, obras abrigadas na fantástica áurea que só um artista pode atribuir ao inanimado. Alexandre Heberte materializa algo cada vez mais raro no espaço contemporâneo, pois reúne com uma sinergia imensa o suor do trabalho manual e o conceito resultante da eletricidade do pensamento. Nos tempos dos antigos gregos, agora tão distantes, uma coisa anulava a outra, doravante Alexandre apresenta em tramas/dramas o plasma (in)perceptível para esta criação. Caririense, Alexandre não pôde deixar de expressar seus sentimentos quanto às feições tão características da cultura da região. O dualismo sagrado-profano desta pequena parcela pós-alencarina, retratado muitas vezes de maneira meramente romântica, se alonga, quase como um felino, através da tessitura de emoções, memórias e identidades do artista. O rompimento com essas fronteiras aparentemente discordantes, ou até mesmo remotas, se dá pelas mãos-olhos-psique, intermediadas por ele onde evidencia uma proximidade e não mais o distanciamento destes díspares; sagrados, profanos, tecnológicos, ecológicos estão entrelaçados a fim de representar algo muito maior que parcelas do comum. 
Esse Cariri, lugar às vezes tão cerrado em telurismos desproporcionais aos seus integrantes, está encenando aqui, através das linhas brincantes de Alexandre, um descons(c)erto de modelos pré-estabelecidos enquanto que os sincretiza organicamente, desmontando essas fronteiras que podemos vir a naturalizar de maneira arriscada quando nos referimos à Arte caririense. A contemporaneidade discutida e proposta pelo espaço Ô de casa está marcada pelo endereçamento de antigos signos e ações típicas deste território pelo pavimento já não apenas das boas intenções, mas sim de intenções responsavelmente lúdicas e sintéticas como as interjeições do nordeste brasileiro. Ô, eita, vish. Expressões que contemplam fugazmente à imaginação, ilimitado mamulengo do ser que pulsa.

Texto de Renato Dantas para exposição Ô de Casa

Mostra SESC Cariri de Culturas - Galeria Reffesa - Centro Cultural do Araripe
Foto Del Nascimento


Teias

Desde os inicio dos tempos no arcaico tear manual se juntam fios de algodão e a habilidade do artesão e se transformam em pano.
Por muitos séculos o tecer subsiste nas casas das vilas e povoados até a chegada da era industrial em que a tear passa a ter uma representação emblemática na nova era. Seria a máquina dos novos tempos: produzir, produzir, produzir...
Hoje, um tear manual, em plena Avenida São João na “pauliceia desvairada” estranha os fios que lhe são apresentadas. Trança as fitas VHS, as da medida do Padre Cícero, a da palha de seda e outras tantas que a modernidade mostra como símbolos de novas eras, e que lhe propicia a experiência do (re)criar, do (re)significar do (re)fazer.
O tear da São João sente as mãos que o movem. São mãos que antes viram outras mãos. As mãos das rendeiras, das que fazem crochê, das que tramam o tricô, das bordadeiras, que enraizadas no coração e mente, dão sentido ao tecer e abrem possibilidades nunca antes pensadas e ele se sente feliz, mesmo porque sabe que “a vida nem é tão cor de rosa, nem tão cinza”.
As mãos no tear da São João batem e rebatem, entrelaça e desentrelaça, borda e reborda transbordando em tapeçarias que se fazem imagens e através das suas urdiduras contam história e estória de uma gente que se fez nação.
Em “O Salão de Devotos” o preto que não é lúgubre tem o brilho da fé.
A série “Coringa” apresenta escondida a pintura nas medidas-fitas do Padre Cícero, mas logo se revelam na força das cores e a faz viva.
A “Pedra do Vento”, um dos chacras da humanidade no dizer do poeta Abraão Batista, encerra pontos vários da tecelagem no exercício e construção do caminho que quer chegar.
As tramas construídas no tear da Avenida São João se apropriam da tradição e transcendem em uma expressão própria que fala do hoje, do amanhã e do sempre, com arte.
Tece Alexandre!

Juazeiro – Sítio Pedras de Fogo, 04 de novembro de 2014.


Renato Dantas

TEAR NOISE

É uma ação que explora as texturas sonora e visual do ato de tecer, por meio de uma instalação. Durante atividade cabos eletrônicos são conectados ao tear de pente liço, eles captam as vibrações da atividade para reverberar no ambiente o som da tessitura em desenvolvimento.Participação do artista Marcelo ArmaniPaço das Artes, SP e na praça de São José do Barreiro, SP- Laboratório em Residência Rural Scapes

Textura sonora Marcelo ArmaniAlexandre Heberte na exposição Rural (27)Alexandre Heberte na exposição Rural (30)Alexandre Heberte na exposição Rural (31)Alexandre Heberte na exposição Rural (35)Marcelo ArmaniAlexandre Heberte na exposição Rural (33)Alexandre Heberte no Paço das Artes

acesse vídeo: http://www.ruralscapes.net/tearnoise/

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